Em outubro, o nome que fecha a temporada vem de Las Vegas. ONI INC. volta ao Brasil pela terceira vez, agora para três datas seguidas, trazendo um som que mistura trap metal, hardtrap e estética de anime.
Pra quem ainda não conhece, vale saber de onde esse projeto saiu — e por que ele encaixa tão bem numa pista brasileira.
Quem é ONI INC.
ONI INC. é um projeto da cena alternativa de Las Vegas, Nevada. Começou como dupla e hoje funciona em um nome só, o que explica a inicial plural que ficou no nome.
O trajeto sonoro é parte da história: começou no trap convencional e foi migrando pro peso, passando por trap metal e chegando a faixas de metalcore. É uma discografia que mudou de endereço sem mudar de dono.
O nome, aliás, não é aleatório. Oni é a criatura do folclore japonês — o demônio de chifre que aparece em máscara, em tatuagem e em praticamente todo anime de luta. A referência diz bastante sobre a estética do projeto.
O som, em termos práticos
Set de ONI INC. trabalha com três camadas. A base é trap: 808 longo, hi-hat picado, andamento na casa dos 140 BPM.
Em cima disso entra guitarra afinada pra baixo e vocal gritado, que é a parte herdada do metal. E por último vem a saturação — o grave é distorcido de propósito, no limite do que o alto-falante entrega.
Quem quiser entender a mecânica antes da noite, nosso texto sobre a fusão de guitarra e 808 cobre o assunto em detalhe.
A discografia
O álbum mais citado é Good & Evil Don’t Exist, lançado em 2025 com treze faixas. Ele reúne nomes como A Failure On Every Level, Impostor, My Moon, My Love e BADBLOOD4EVER.
O catálogo é classificado simultaneamente como rap alternativo, hip-hop, rock e metal — quatro prateleiras ao mesmo tempo, o que é a definição prática de um projeto que não se encaixa.
O show de lançamento aconteceu em janeiro de 2025, numa cervejaria de Las Vegas, anunciado como uma noite de trap metal, punk e EDM juntos.

Por que ONI INC. volta ao Brasil
Esta é a terceira passagem dele por aqui, e isso já responde boa parte da pergunta. Artista internacional só repete destino quando o público responde.
As duas primeiras vindas foram pontuais, de uma data cada. Agora são três cidades em uma semana, e ele aparece como atração central da temporada — não como convidado de apoio.
A leitura é simples: existe aqui um público de som pesado grande o bastante pra sustentar turnê. Foi o mesmo processo que a gente descreveu no texto sobre como uma festa virou ponto de encontro da cena.
As três datas da turnê
São Paulo recebe a primeira, no dia 17 de outubro, na Estação Marques. O Rio de Janeiro vem em seguida, no dia 23, na Kza de Sal. E Campinas fecha no dia 24, no Tetriz Club.
Cada noite tem line-up próprio além dele, com funk bruxaria e phonk dividindo a madrugada. Horários e ingressos estão na página da turnê.
Onde ouvir antes
O perfil oficial no Instagram é @oniincteam, e o catálogo completo está no Spotify.
A recomendação honesta é ouvir alto e com fone fechado. Boa parte do que o projeto faz acontece na faixa de grave que caixinha de celular simplesmente não reproduz.
Depois, se quiser contexto, a nossa lista de referências do som pesado ajuda a situar o nome dentro do gênero.
O que esperar da apresentação
Show de ONI INC. não é DJ set. Tem dinâmica de banda: queda, silêncio, retomada, e um público que reage junto em vez de dançar continuamente.
Então é comum aparecer roda na frente do palco. Se essa não é a sua intenção, a pista é grande e a parte de trás entrega o som com a mesma qualidade — às vezes melhor, porque as frequências já se somaram.
Vale levar protetor auricular. É barato, não abafa a música e evita o zumbido do dia seguinte, assunto do nosso manual de redução de danos.
Vale o deslocamento?
Se você ouve trap metal ou hardtrap de fone, sim — porque metade do estilo é pressão física, e isso fone nenhum entrega.
E se você nunca ouviu, as três noites não são só disso. Dá pra conhecer o peso sem compromisso de madrugada inteira.
As datas estão na agenda. Comenta aí qual cidade você vai encarar.
Fonte da discografia e da classificação de gênero: ficha do artista no Album of The Year.




